sábado, 18 de dezembro de 2010

Funerais, falsidade, amor ?

Passei a minha primeira tarde de férias no meu primeiro funeral, começo bem.
Aprende-se muito.
Era engraçado como até sentado eu senti, ouvia e até conseguia saborear a falsidade que andava no ar, impressionante.
Deparei-me com o cenário mais habitual num funeral: a viúva chora, a família apoia e acompanha o choro, os amigos assistem e acompanham o apoio e os desconhecidos observam.

Sabem que mais ? Os desconhecidos eram os mais verdadeiros.

Sentado na igreja, ouvia como o morto faleceu,
Como a viúva provavelmente se queria 'livrar dele',
Apenas o pai e mãe do falecido me pareceram honestos, será apenas impressão?

A caminho do cemitério, mas um pouco do mesmo cenário antes referido e as histórias iam-se desenvolvendo, falsidade aumenta, curiosidade surge, amor? Que amor? Falamos aqui de curiosidade, não de preocupação.

Os filhos eram com toda a certeza os mais devastados e a esses sim, dei os meus sentimentos mas, depois de enterrado, já toda a população da superfície se queria apenas alimentar dos rumores, já ninguém chora, apenas falam.

Desconhecidos e filhos choram, amor.
Viúva sorri, falsidade ?

Quero ser cremado.

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